No dia 24 de maio de 2003, o Paysandu visitou o Boca Juniors em La Bombonera e calou o lendário estádio ao vencer por 1 a 0 nas oitavas de final da Libertadores. Dez anos depois, foi a vez da Ponte Preta silenciar um gigante de Buenos Aires ao bater o Vélez Sarsfield por 2 a 0 no José Amalfitani.
A sorte da Macaca, porém, foi diferente da do Papão da Curuzu. Na ocasião, os paraenses acabaram perdendo em casa por 4 a 2 e foram eliminados pelo time que seria campeão da Libertadores. Já os ponte-pretanos selaram classificação para a semifinal da Sul-Americana, aumentando o feito de mais uma zebra tupiniquim.
"Vir aqui e ganhar do Vélez por 2 a 0 não é para qualquer um. O grupo está de parabéns, pois batalhou e lutou o tempo todo. Graças a Deus conseguimos esse resultado, fruto de garra, trabalho e determinação de todo mundo. Foi uma partida perfeita taticamente e ainda cumprimos nossos objetivo de sair com a classificação. Vamos comemorar agora", exaltou o meia Elias, autor do primeiro gol na partida histórica, em entrevista à Fox Sports.
Assim como o Paysandu, a Ponte ignorou todos os prognósticos para passar de fase na Sul-Americana. A galeria extensa de títulos e a tradição em competições internacionais credenciavam o Vélez como franco favorito para ficar com a vaga na semifinal e encarar o Lanús em confronto argentino, mas Rildo ajudou a Macaca a surpreender El Fortín.
"Viemos aqui como azarões. A equipe deles era favorita, mas isso ficou para antes do jogo. Fizemos uma excelente partida, fomos azarões e que sejamos assim até o final. Tem muito trabalho ainda, não acabou aqui. Todo mundo se empenhou bastante, desde o Roberto até o pessoal que não entrou. Com essa união a gente vai longe. Estamos fazendo história e espero que não acabe por aqui", projetou o atacante que infernizou o lado direito da defesa alviceleste.
Se a imprensa argentina, o próprio Vélez e grande parte dos brasileiros não esperavam a classificação da Ponte Preta, a mãe do goleiro Roberto mostrou discurso diferente. "Ninguém imaginava que íamos ganhar e eliminar o Vélez. Só minha mãe ligou e disse: 'Está tudo dominado, filhão, vocês vão ganhar por 4 a 0’. Eu precisei pedir até calma", relembrou o arqueiro.

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